Hall of Bones

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Hall of Bones

Mensagem por Corvo em Qua Ago 26, 2015 9:02 pm

"De todos os monstros, fantasmas, vampiros ou qualquer outra coisa que nos assuste, nenhuma é, nem de longe, tão aterradora quanto nós mesmos."


Alex


  Se há uma coisa que Alexandra Curtis aprendeu, é que quando se é uma adolecente de dezesseis anos vivendo por conta própria em Nova Orleans você, inevitavelmente, precisa ter uma força descomunal de vantade para não arrancar o braço de alguém com um golpe de kung fu em momentos como esse. 
  Mas, por sorte, Alex tinha muita força de vontade e um perfeito altocontrole.
  (E não sabia kung fu) 

  Quando se é garçonete em uma lanchonete noturna cujo uniforme deixa cerca de 90% das pernas de fora é comum atrair a atenção das pessoas, porém às vezes, quando passam dos limites, nada a alegraria mais do que poder carbonizar todos eles.

 - Encoste em mim de novo e eu arranco o seu braço - Avisou para o homem que havia apertado a sua bunda quando ela passou, evidentemente meio bêbado.
- Alex - Emily sussurou para ela, fazendo um gesto discreto com a cabeça na direção do balcão, onde o Sr. Frank a olhova com uma clara expleção de desaprovação.
  Aquilo a irritou ainda mais, mas ela foi obrigada a engolir a raiva e lançar um sorrisinho do tipo "eu te mataria se não fosse você qyem pagasse meu salário". Gabriel Frank era um completo panaca, mas era o panaca que pagava os seus seicentos dólares que evitavam que ela e sua avó morressem de fome. Para não importava os acedios diários dos seus crientes para cima de suas garçonetes, desde que eles continuassem a gastar dinheiro com sua comida.

   Eram 11:35 segundo o relógio de parede acima do balcão, o que significava que ela ainda teria que trabalhar por mais vinte e cinco malditos minutos antes que o seu horário terminasse. 

 - Eu o odeio! - A garota quase gritou quando voltaram para a cozinha e arrancando a avental, vinte e cinco minutos depois.
  Alex tinha longos cabelos negros que caiam até a sua cintura, lisos. Seus olhos também eram escuros, quase sombrios. Sua pele branca estava em um estado de semi-bronzeamento devido às poucas vezes em que ela saiu durante o dia na última semana. 
- Entre no club, amiga - O tom de voz de Emily era sempre calmo. - E não deveria gritar isso para que todo o restaurante ouça.
  Alex apenas a encarou de mal humor, mas então suspirou e pareceu relachar. Não adiantava em nada discutir com Emily. 
- Mas, então, e você e o Zach? - A loira falou, mordendo o lábio com uma expleção de atrevimento.
- Não existe nada entre eu e o Zach além de a boa e velha amizade - Retrucou.
- E ele sabe disso?
- Claro.
- Certeza?
- Cala a boca.
 A loira rio e terminou de vestir a jaqueta.
- Vamos? 
- Imediatamente - E também se pos em marcha para fora.



Simon

   O cheiro de sangue impreguinava o ambiente, dez vezes mais forte para os sentidos de Simon. O odor, claramente, vinha da grande mancha rubra no teto. Tudo estava mergulhado na completa escuridão, exeto por um fino feiche de luz que atravessava as cortinas rasgadas, deixando um rastro de microparticulas de poeira.
  Seus cabelos negros estavam tradicionalmente despenteados, projetados em angulos tortos que causariam em qualquer um a aparencia de um desleixado que acabara de se levantae e nem se deu o trabalho de pentear os cabelos, mas que de alguma forma o deixava mais... atraente. Sua pele era o típico calcasiano da Inglaterra; media algo entre 1,75, esguio, porém forte. Os olhos eram azuis, penetrantes, mas, dependendo de como a luz refletia neles, podiam assumir um ligeiro tom de lilas. Sua jaqueta preta de couro semi ocultava uma camiseta branca, e seu visual termina em calças jeans negras e um par de tênis. 
- Argh, isso cheira mal - O Padre falou ao seu lado, franzindo o nariz. O seu nome de verdade era Petrovio Chrooron Van Haltins, mas, para não ter que decorar tudo isso, Simon o chamava apenas de O Padre. 
 O Padre usava um terno preto, gravata vermelha e calça social. Cabelos castanhos cobriam sua cabeça, e seu nariz indicava ter sido quebrado ao menos duas ou três vezes.
- "Cheirar mal" é um elogio para esse lugar, Padre - Disse passando o olhar pelo cômodo.
- Bem, não importa. Sabe onde está? 
- Lá em cima - Falou olhando para a mancha de sangue.
- Okay, então espere aqui até eu... Ei! - Gritou quando o garoto desapareceu pela escada, em uma velocidade que o tornava imperceptivel para a visão humana. - Por que eu ainda tento?

  Já no segundo andar, o cheiro era pior. O odor dos fluidos sanguineos humanos era incomodo para Simon, talvez por ele ter desenvolvido um afeto por esses seres. 
  Simon Snow - Não pergunte de onde veio o Snow - era o que chamavam de híbrido. Um híbrido era, sobre todas as coisas, considerado o mais maldito dos seres, uma abominação no Céu e no Inferno. Nasceu da relação de um anjo e um demônio, violando todas as regras e sendo condenado a morte pelo grotesco crime de estar vivo.
  Porém, por uma cartada do destino, nem os querubins exterminadores e nem os demônios do Sheol foram capazes de encontra-lo. 
  Ele foi criado por uma ordem de padres chamada Filhos de Cain desde que nasceu, e não faz ideia do que aconteceu com seus pais ou sequer o nome deles.
  Os Filhos de Cain eram uma antiga ordem de padres exorcistas cuja única e perene tarefa era proteger a Inglaterra contra as forças sobrenaturais que por anos vem atormentando esse lugar.
  E por Inglaterra eu quero dizer Londrês.

  Seguindo o cheiro não foi dificil para Simon encontrar onde a criatura estava escondida - No quarto da filha, se você quer tanto saber. 
  A porta estava entreaberta, e choramingos vinham lá de dentro. Ao adentrar se deparou com o mesmo ambiente escuro - Que não era problema para ele - e bagunçado que havia no andar de baixo, menos pelos corpos e a figura esquelética que havia ali.
  Era uma adolecente, claramente com problemas de anorexia, com a pele praticamente grudada aos ossos, cabelos quebradiços e vestindo um vestido beje todo manchado de sangue. 
  A criatura olhou para simon no momento em que ele entrou, mas o garoto apenas sorrio e puxou uma cadeira, se centando com o encosta virado psra frente e os braços apoiado nele.
- O que uma garota tão atraente faz em um lugar sujo como esse? - Perguntou com o seu tom que nunca sugeria se era irônia ou sinceridade que havia em sua voz.
 A criatura se levantou de um tipo à lá O Exorcista, doblando a coluna para trás e apoiada nos joelhos antes de enfim ficar em pé.

Corvo
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