Mary Greywolf

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Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Qua Set 02, 2015 7:57 pm

- Besteira - Ted declarou, com voz de désdem. - Não há lobos em São Francisco, pelo menos não dentro da cidade.
  Ainda na noite passada Mary os havia ouvido uivando, quase durante a noite inteira, mas ninguém mais, inacreditavelmente, pareceu ter notado.
  Lílian, que era uma das amigas de Mary que estavam ali naquele quarto, entrou na conversa:
- Deve ter sonhado, querida. Eu mesma vivo sonhando com aqueles palhaços, e quando acordo...
- Não. Fale. Sobre. Palhaços - a garota que nasceu já com o nome de Mary a enterrompeu entridentes. - E é claro que eu não sonhei, querida. Não acredito que vocês tenham conseguido dormir.
  Ted deu aquele seu sorriso bobo e lançou um olhar para as duas.
- Bem, eu não estava exatamente dormindo. Lancey e eu tinhamos...
- Eu não quero saber! - Lílian gritou, fazendo cara de nojo.
   Mary foi atacada por uma crise de risos que durou uns bons quinze segundos antes de finalmente conseguir parar de rir, então passou uma mão no rosto para jogar o cabelo negro para trás e olhou fixamente para os olhos azuis de Ted, meio rindo, meio tentando falar séria.
- É sério? Lancey parece um cosplay daquele esqueleto no laboratório, e eu acho que o Sr. Ossos tem mais carne que ela. 
- Ha-ha - o garoto revirou os olhos e arremeçou um dardo no alvo na parede, mas errou por uns bons dez centímetros e o dardo provocou um pequeno trung quando se fixou na parede. - As duas estão com inveja porque não poderão mais ter o meu corpo...
- Vamos voltar ao assunto original? - Mary o interrompeu antes que Lílian tivesse um treco de tanto rir na poltrona. - Essa não foi a primeira vez que os ouvi, na noite antes dessa eles também vieram, e na antes também. Eu falei para os dois, mas... Quer parar de me olhar como se eu estivesse louca?! - fociferou para Ted que tinha ficado encarando ela, como se ela estivesse ficando louca.
- Uma Greywolf acha que viu um lobo, que poetico. Diga, eles também eram cinzas? 
- Eu vou matar você! - ela gritou e se jogou encima do garoto, fazendo com que um caisse sobre o outro no grande sofá.
  
  Agora, só para esclarecer, o nome dessa garota extranha que está estrangulando o melhor amigo nesse exato momento é Mary Greywolf - Na verdade, Mary Elizabeth Bethany Crystak Greywolf, mas convenhamos que isso tudo é nome para uma família inteira, então ela fica apenas com o Mary Greywolf. Fez os seus dezesseis anos apenas oito dias atrás, no dia primeiro do mês sete. Físicamente ela é... bem... sexy. Cabelos castanho-escuros caem ao redor do seu rosto, e seus olhos são de um profundo negro. Medindo algo próximo de 1,70, é esguia, com um corpo atrético e sexy.
  Mary é a única filha sobrevivente do Conde de Greywolf, cujos outros dois filhos - E a madrasta de Mary - morreram de alguma doença extranha quando ela ainda tinha cinco anos. O tal conde aí só é conde na Inglaterra, onde habita no castelo de Covil, mas deixa a filha morando com sua tia em São Francisco, no outro lado do oceano. Mary, naturalmente, nunca conheceu sua mãe. Nem o seu nome a garota sabe! Sempre que tentava perguntar, seu pai apenas respondia: "Sua mãe era a mulher mais bela que já existiu, mas agora não está mais aqui", e, após um sorriso triste, completava "Mas ela me deixou um consolo, uma menininha que é a sua cópia fiel" e depois se calava. Após um tempo, Mary desistiu de tentar fazer perguntas sobre ela, e, como não havia fotos dela, Mary imaginava a mãe como sendo uma versão mais velha dela mesma.




- Se os dois querem ficar sozinhos, basta avisar e eu saio - Lílian comentou, observando Mary pressionar uma almofada contra o rosto de Ted.
- Ah, calada - ela disse, deixando o garoto e voltando para a sua poltrona. - E, não, eu não vi como eles eram.
  O restante das duas horas que antecediam a meia-noite transcorreu com conversas aleatórias sobre assuntos aleatórios de complexa aleatoriedade, até que enfim os dois retornaram para as suas respectivas casas - que ficavam ao lado da dela - e a garota pôde dormir.
  E sonhar com lobos.








  PÍ-PÍ-PÍ
  O travessei acertou o despertador sobre o criado mudo e ambos foram para o chão. O despertador estava programado para tocar as 08h00, o horário que alguém sem nenhuma responsabilidade em um domingo pode acordar. A garota deslisou para fora da cama, após um bacejo, e se arrastou para o banheiro para se lavar. Alguns minutos depois retornou para o quarto e se vestiu (Jeans escuros, All Star brancos e uma camisa preta de "Morte aos gnomos", enfatizada com a imagem de uma cabeça verde perfurada por uma frecha.), então abandonou o seu quarto com a promeça de mais um longo, longo, longo dia nessa cidade. 


  A casa onde morava com a tia tinha ao todo três andares e ficava em um tipo de residencial onde só havia mais quatro casas, quase identicas. 
  Sua tia se chamava Aesley, era uma mulher de 35 anos, dois anos mais nova que o pai de Mary, e, só para não quebrar a tradição, não estava em casa. Isso não importava, afinal, a garota sabia como chegar na cozinha sem ajuda, e sem duvida Maryna, a empregada da tia, estava em algum lugar por ali. 
  Eram 08h56, segundo o relógio sobre a porta da cozinha, quando Mary enfim terminou o seu café da manhã e começou a subir as escadas de vilta ao seu quarto. 
  Mas parou quando ouviu o uivo.


  Sua mão congelou no corrimão, e ficou estática no meio da escada. Esperou, mas não ouviu mais nada. Teria imaginado isso? Mesmo se realmente houvessem lobos por ali, eles não costumavam uivar à essa hora, mas ainda assim...
  Bem, ela pensou, deslisando a mão pelo corrimão. Ou é isso ou passar o dia no quarto. 
  Correu para o quarto, pegou uma jaqueta para se proteger do frio matutino, uma mochila e saiu para fora da casa.




  O residencial ficava próximo a uma coisa que poderia lembrar uma floresta, e era para lá que a garota estava indo. Por um momento pensou se deveria chamar Lílian e Ted para irem com ela, mas no fundo ela sabia que ambos dariam uma desculpa para não ir, já que não compartilhavam da mesma crença de Mary Greywolf de que haviam lobos naquele lugar. Na verdade, depois de pensar um pouco, ela chegou a se perguntar o que ela estava fazendo ali? Suponhando que estivesse certa e desse de cara com uma matilha de lobos, o que por Deus ela faria? Já tivera problemas antes com mstilhas de cães em sua primeira semana na cidade, e algo lhe dizia que correr de lobos seria bem diferente de correr de um bando de cães vira-lata.
  Porém, ainda assim, só por ser Mary e Mary não dava a minima para o bom-senso, a garota se enfiou por entre as árvores, sozinha.
  
  A primeira coisa que ela notou foi: não faço ideia do que fazer. O lugar era frio, bem mais frio do que lá fora, e o senso de direção da garota não estava dos melhores, como se tivesse ficado na Inglaterra juntamente com o seu senso das horas ("Ah, sério, é impossivel se mudar de continente e não ficar perdida.") As sombras da floresta deixavam seu cabelo mais escuro do que o normal, quase preto, o que era algo que ela gostava. Sempre havia gostado do seu cabelo mais escuro. 
  Ela estava quase desistindo dessa sua aventurazinha sem sentido, quando...
 
  Aauuuuuuuhhh...




  O som veio inicialmente como gelo, paralisando-a onde estava, mas à medida que ia sumindo a sua sensibilade ia voltando. 
  Esquerda, pensou. O som veio da esquerda.
  Virou-se e retomou a sua caminhada, meio hesitante, meio quase correndo de exitação.
   
   Folhas eram esmagadas e gravetos se partam sob seus pés, e ela amaldiçoava todos esses ruidos mentalmente. Se continuasse assim era mais fácil que eles encontrassem ela antes dela os encontrar. 
  Talvez por isso ela tenha pensado que fosse um lobo quem se aproximava quando ouviu o barulho atrás dela.




  Se virou de imediato, com o coração enlouquecido, mas não foi bem um lobo que ela viu.
  Aquilo, seja lá o que for, possuia um corpo esguio, como uma hiena, mas também tinham uma juba e uma cauda de leão. Seus olhos eram peqyenos, estreitos e maus. Mas eram nos seus dentes que Mary estava de olho: brancos e afiados; pareciam ser capaz de arrancar um bom pedaço de carne em uma única mordida. 
 - Oh - não havia nada melhor para se dizer agora. - Olá, gatinho - então o gatinho pulou nela. 
  Benditas sejam as aulas de atretismo, pois se fossem por elas Mary teria sido fatiada nesse momento. Mas, antes de ter seu rosto cortado pelas garras da criatura, a garota se atirou para o lado, sentindo apenas alguma coisa tocando em seu ombro, e caiu rolando no chão coberto de folhas. No momento em que levantou percebeu que aquilo que era havia sentido era o seu braço direito, logo abaixo do ombro, receber o corte de três garras. O engraçado é que só doeu quando ela olhou para o corte, apesar de já estar sangrando um pouco.
  Quando a criatura se voltou novamente para ela, a garota desconsiderou a sua ideia recente de sair correndo. Seja o que for aquilo, era rápida. Mas ficar parada também não ajudaria, e ela não tinha absolutamente nada que a ajuda-se em uma luta contra aquilo. Pelo menos se lembrou de um versinho:
  "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come."




  Andou lentamente para trás, até perceber que tinha uma árvore ali. Ótimo, pensou, irônica, antes daquela coisa atacar novamente. 
  Tomando consiencia de que havia um galho acima dela, a garota pulou no último instante e se agarrou nele, isando-se para cima. Sentiu o impacto quando o gatinho lá embaixo se chocou contra a árvore. Jogou as pernas em um movimento com o quadriu que deixaria seu professor de ginastica orgulhoso e ficou sentada no galho, esperançosa de estar acima do alcanse daquela coisa. E, claro, ela estava errada.


  O leão-hiena pulou mais alto do que ela jugou ser capaz, e, em um movimento para evitar ser pega, acabou caindo para trás.
  O estranho - E interessante - de se cair de uma árvoreárvore é que primeiro você é tomanada pelo pânico que não dura mais tempo do que uma batida de coração, e logo após vem a sensação de levesa e você não se lembra de quando atingiu o chão, só percebe quando já está lá.
  O lado bom: Ela não morreu. O lado ruim: O seu tornozelo não deveria estar naquela posição. 
 
- Merda - ela xingou quando viu e começou a sentir a dor. - Merda, merda, merda, merda - começou a repetir quando a criatura veio a passos lentos na direção dela, certa de que havia ganhado a sua refeição. 
 Tentou se arrastar para trás, mas a perna inteira doia com o esforço e, lamentavelmente, isso era inútil. Já podia sentir o bafo podre da criatura próximo ao rosto dela, quando ouviu o rosnado e uma maça indistinguida cinzenta colidiu contra a criatura a ambos sumiram de seu campo de visão para a esquerda. Quando virou o rosto viu que um lobo cinza estava a poucos passos de distância da criatura, rosnando. Os sons a fizeram virar a cabeça para a direita, e ali viu mais quatro ou cinco lobos, todos com os pelos eriçados e se aproximando ameaçadoramente do leão-hiena. 
  Uma matilha de lobos. Teria gargalhado se não doesse tanto.


  Ela assistiu enquanto a criatura tentava se afastar, mas estava sendo franqueada pelos lobos. Quando o maior deles - O que o atacou primeiro - avançou mais uma vez contra ele, o leão-hiena se virou e correu. Dois lobos foram atrás dele, mas os outros ficaram para trás, e o maior se virou para Mary.
  No ínterim a garota já havia se arrastado para o árvore e agora estava lá, encostada nela, impotente. Ela ficou apenas olhando para o lobo, que parecia ser o alfa, sem saber o que fazer. É lógico que ele não falou, mas quando fez alguns movimentos quase imperceptives com o pelo e a cabeça, ela ouviu a voz dentro de sua cabeça:
  Venha, ou fique aí e morra. 
  
   

Corvo
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Re: Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Qui Set 03, 2015 7:03 pm


Mary Greywolf


- Besteira - Ted declarou, com voz de désdem. - Não há lobos em São Francisco, pelo menos não dentro da cidade.
 Ainda na noite passada Mary os havia ouvido uivando, quase durante a noite inteira, mas ninguém mais, inacreditavelmente, pareceu ter notado.
 Lílian, que era uma das amigas de Mary que estavam ali naquele quarto, entrou na conversa:
- Deve ter sonhado, querida. Eu mesma vivo sonhando com aqueles palhaços, e quando acordo...
- Não. Fale. Sobre. Palhaços - a garota que nasceu já com o nome de Mary a enterrompeu entridentes. - E é claro que eu não sonhei, querida. Não acredito que vocês tenham conseguido dormir.
 Ted deu aquele seu sorriso bobo e lançou um olhar para as duas.
- Bem, eu não estava exatamente dormindo. Lancey e eu tinhamos...
- Eu não quero saber! - Lílian gritou, fazendo cara de nojo.
  Mary foi atacada por uma crise de risos que durou uns bons quinze segundos antes de finalmente conseguir parar de rir, então passou uma mão no rosto para jogar o cabelo negro para trás e olhou fixamente para os olhos azuis de Ted, meio rindo, meio tentando falar séria.
- É sério? Lancey parece um cosplay daquele esqueleto no laboratório, e eu acho que o Sr. Ossos tem mais carne que ela.
- Ha-ha - o garoto revirou os olhos e arremeçou um dardo no alvo na parede, mas errou por uns bons dez centímetros e o dardo provocou um pequeno trung quando se fixou na parede. - As duas estão com inveja porque não poderão mais ter o meu corpo...
- Vamos voltar ao assunto original? - Mary o interrompeu antes que Lílian tivesse um treco de tanto rir na poltrona. - Essa não foi a primeira vez que os ouvi, na noite antes dessa eles também vieram, e na antes também. Eu falei para os dois, mas... Quer parar de me olhar como se eu estivesse louca?! - fociferou para Ted que tinha ficado encarando ela, como se ela estivesse ficando louca.
- Uma Greywolf acha que viu um lobo, que poetico. Diga, eles também eram cinzas?
- Eu vou matar você! - ela gritou e se jogou encima do garoto, fazendo com que um caisse sobre o outro no grande sofá.
 
 Agora, só para esclarecer, o nome dessa garota extranha que está estrangulando o melhor amigo nesse exato momento é Mary Greywolf - Na verdade, Mary Elizabeth Bethany Crystak Greywolf, mas convenhamos que isso tudo é nome para uma família inteira, então ela fica apenas com o Mary Greywolf. Fez os seus dezesseis anos apenas oito dias atrás, no dia primeiro do mês sete. Físicamente ela é... bem... sexy. Cabelos castanho-escuros caem ao redor do seu rosto, e seus olhos são de um profundo negro. Medindo algo próximo de 1,70, é esguia, com um corpo atrético e sexy.
 Mary é a única filha sobrevivente do Conde de Greywolf, cujos outros dois filhos - E a madrasta de Mary - morreram de alguma doença extranha quando ela ainda tinha cinco anos. O tal conde aí só é conde na Inglaterra, onde habita no castelo de Covil, mas deixa a filha morando com sua tia em São Francisco, no outro lado do oceano. Mary, naturalmente, nunca conheceu sua mãe. Nem o seu nome a garota sabe! Sempre que tentava perguntar, seu pai apenas respondia: "Sua mãe era a mulher mais bela que já existiu, mas agora não está mais aqui", e, após um sorriso triste, completava "Mas ela me deixou um consolo, uma menininha que é a sua cópia fiel" e depois se calava. Após um tempo, Mary desistiu de tentar fazer perguntas sobre ela, e, como não havia fotos dela, Mary imaginava a mãe como sendo uma versão mais velha dela mesma.

- Se os dois querem ficar sozinhos, basta avisar e eu saio - Lílian comentou, observando Mary pressionar uma almofada contra o rosto de Ted.
- Ah, calada - ela disse, deixando o garoto e voltando para a sua poltrona. - E, não, eu não vi como eles eram.
 O restante das duas horas que antecediam a meia-noite transcorreu com conversas aleatórias sobre assuntos aleatórios de complexa aleatoriedade, até que enfim os dois retornaram para as suas respectivas casas - que ficavam ao lado da dela - e a garota pôde dormir.
 E sonhar com lobos.

 PÍ-PÍ-PÍ
 O travessei acertou o despertador sobre o criado mudo e ambos foram para o chão. O despertador estava programado para tocar as 08h00, o horário que alguém sem nenhuma responsabilidade em um domingo pode acordar. A garota deslisou para fora da cama, após um bacejo, e se arrastou para o banheiro para se lavar. Alguns minutos depois retornou para o quarto e se vestiu (Jeans escuros, All Star brancos e uma camisa preta de "Morte aos gnomos", enfatizada com a imagem de uma cabeça verde perfurada por uma frecha.), então abandonou o seu quarto com a promeça de mais um longo, longo, longo dia nessa cidade.

 A casa onde morava com a tia tinha ao todo três andares e ficava em um tipo de residencial onde só havia mais quatro casas, quase identicas.
 Sua tia se chamava Aesley, era uma mulher de 35 anos, dois anos mais nova que o pai de Mary, e, só para não quebrar a tradição, não estava em casa. Isso não importava, afinal, a garota sabia como chegar na cozinha sem ajuda, e sem duvida Maryna, a empregada da tia, estava em algum lugar por ali.
 Eram 08h56, segundo o relógio sobre a porta da cozinha, quando Mary enfim terminou o seu café da manhã e começou a subir as escadas de vilta ao seu quarto.
 Mas parou quando ouviu o uivo.

 Sua mão congelou no corrimão, e ficou estática no meio da escada. Esperou, mas não ouviu mais nada. Teria imaginado isso? Mesmo se realmente houvessem lobos por ali, eles não costumavam uivar à essa hora, mas ainda assim...
 Bem, ela pensou, deslisando a mão pelo corrimão. Ou é isso ou passar o dia no quarto.
 Correu para o quarto, pegou uma jaqueta para se proteger do frio matutino, uma mochila e saiu para fora da casa.

 O residencial ficava próximo a uma coisa que poderia lembrar uma floresta, e era para lá que a garota estava indo. Por um momento pensou se deveria chamar Lílian e Ted para irem com ela, mas no fundo ela sabia que ambos dariam uma desculpa para não ir, já que não compartilhavam da mesma crença de Mary Greywolf de que haviam lobos naquele lugar. Na verdade, depois de pensar um pouco, ela chegou a se perguntar o que ela estava fazendo ali? Suponhando que estivesse certa e desse de cara com uma matilha de lobos, o que por Deus ela faria? Já tivera problemas antes com mstilhas de cães em sua primeira semana na cidade, e algo lhe dizia que correr de lobos seria bem diferente de correr de um bando de cães vira-lata.
 Porém, ainda assim, só por ser Mary e Mary não dava a minima para o bom-senso, a garota se enfiou por entre as árvores, sozinha.
 
 A primeira coisa que ela notou foi: não faço ideia do que fazer. O lugar era frio, bem mais frio do que lá fora, e o senso de direção da garota não estava dos melhores, como se tivesse ficado na Inglaterra juntamente com o seu senso das horas ("Ah, sério, é impossivel se mudar de continente e não ficar perdida.") As sombras da floresta deixavam seu cabelo mais escuro do que o normal, quase preto, o que era algo que ela gostava. Sempre havia gostado do seu cabelo mais escuro.
 Ela estava quase desistindo dessa sua aventurazinha sem sentido, quando...

 Aauuuuuuuhhh...

 O som veio inicialmente como gelo, paralisando-a onde estava, mas à medida que ia sumindo a sua sensibilade ia voltando.
 Esquerda, pensou. O som veio da esquerda.
 Virou-se e retomou a sua caminhada, meio hesitante, meio quase correndo de exitação.
 
  Folhas eram esmagadas e gravetos se partam sob seus pés, e ela amaldiçoava todos esses ruidos mentalmente. Se continuasse assim era mais fácil que eles encontrassem ela antes dela os encontrar.
 Talvez por isso ela tenha pensado que fosse um lobo quem se aproximava quando ouviu o barulho atrás dela.

 Se virou de imediato, com o coração enlouquecido, mas não foi bem um lobo que ela viu.
 Aquilo, seja lá o que for, possuia um corpo esguio, como uma hiena, mas também tinham uma juba e uma cauda de leão. Seus olhos eram peqyenos, estreitos e maus. Mas eram nos seus dentes que Mary estava de olho: brancos e afiados; pareciam ser capaz de arrancar um bom pedaço de carne em uma única mordida.
- Oh - não havia nada melhor para se dizer agora. - Olá, gatinho - então o gatinho pulou nela.
 Benditas sejam as aulas de atretismo, pois se fossem por elas Mary teria sido fatiada nesse momento. Mas, antes de ter seu rosto cortado pelas garras da criatura, a garota se atirou para o lado, sentindo apenas alguma coisa tocando em seu ombro, e caiu rolando no chão coberto de folhas. No momento em que levantou percebeu que aquilo que era havia sentido era o seu braço direito, logo abaixo do ombro, receber o corte de três garras. O engraçado é que só doeu quando ela olhou para o corte, apesar de já estar sangrando um pouco.
 Quando a criatura se voltou novamente para ela, a garota desconsiderou a sua ideia recente de sair correndo. Seja o que for aquilo, era rápida. Mas ficar parada também não ajudaria, e ela não tinha absolutamente nada que a ajuda-se em uma luta contra aquilo. Pelo menos se lembrou de um versinho:
 "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come."

 Andou lentamente para trás, até perceber que tinha uma árvore ali. Ótimo, pensou, irônica, antes daquela coisa atacar novamente.
 Tomando consiencia de que havia um galho acima dela, a garota pulou no último instante e se agarrou nele, isando-se para cima. Sentiu o impacto quando o gatinho lá embaixo se chocou contra a árvore. Jogou as pernas em um movimento com o quadriu que deixaria seu professor de ginastica orgulhoso e ficou sentada no galho, esperançosa de estar acima do alcanse daquela coisa. E, claro, ela estava errada.

 O leão-hiena pulou mais alto do que ela jugou ser capaz, e, em um movimento para evitar ser pega, acabou caindo para trás.
 O estranho - E interessante - de se cair de uma árvoreárvore é que primeiro você é tomanada pelo pânico que não dura mais tempo do que uma batida de coração, e logo após vem a sensação de levesa e você não se lembra de quando atingiu o chão, só percebe quando já está lá.
 O lado bom: Ela não morreu. O lado ruim: O seu tornozelo não deveria estar naquela posição.

- Merda - ela xingou quando viu e começou a sentir a dor. - Merda, merda, merda, merda - começou a repetir quando a criatura veio a passos lentos na direção dela, certa de que havia ganhado a sua refeição.
Tentou se arrastar para trás, mas a perna inteira doia com o esforço e, lamentavelmente, isso era inútil. Já podia sentir o bafo podre da criatura próximo ao rosto dela, quando ouviu o rosnado e uma maça indistinguida cinzenta colidiu contra a criatura a ambos sumiram de seu campo de visão para a esquerda. Quando virou o rosto viu que um lobo cinza estava a poucos passos de distância da criatura, rosnando. Os sons a fizeram virar a cabeça para a direita, e ali viu mais quatro ou cinco lobos, todos com os pelos eriçados e se aproximando ameaçadoramente do leão-hiena.
 Uma matilha de lobos. Teria gargalhado se não doesse tanto.

 Ela assistiu enquanto a criatura tentava se afastar, mas estava sendo franqueada pelos lobos. Quando o maior deles - O que o atacou primeiro - avançou mais uma vez contra ele, o leão-hiena se virou e correu. Dois lobos foram atrás dele, mas os outros ficaram para trás, e o maior se virou para Mary.
 No ínterim a garota já havia se arrastado para o árvore e agora estava lá, encostada nela, impotente. Ela ficou apenas olhando para o lobo, que parecia ser o alfa, sem saber o que fazer. É lógico que ele não falou, mas quando fez alguns movimentos quase imperceptives com o pelo e a cabeça, ela ouviu a voz dentro de sua cabeça:
 Venha, ou fique aí e morra.

16
Heterossexual
Nox (Nyx)


Mais sobre você on.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS


   Mary Greywolf é dona de um corpo esguio, medindo ao todo 1,70 e pesando trinta e sete quilos. Possui longos cabelos castanho-escuro que caem até a sua cintura, e seus olhos são negros e indecifraveis.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS.

    Mary é, de forma resumida, uma garota de personalidade estranha. Ora ela é fechada em si mesma, ora é espalhafatosa, e ora é comportada. Um tanto rebelde, não faz o tipo que respeita cem por cento as regras, principalmente se ela não gostar da regra. Porém sabe quando tem que ser respeitosa e agir com o máximo de disciplina que conseguir - O que não é muita, na verdade.

Responda :

Por que escolheu esse grupo?
 Porque sim. Porque eu sempre gostei de Nyx.
Apelidos: 
Um segredo?
 Se eu conto então não é segredo.
O que mais te irrita?
  Olhar para você.



Informações Adicionais
Sobre você

Um medo?
 Cobras
Gostos e Desgostos?
 Gosta de se aventurar, e não é muito fã de regras.
Se descreva em apenas uma palavra?
  Eu
Redes sociais

Facebook :
Twitter :
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OBS : Apenas se quiser colocar. Caso não queira deixe os espaços acima em branco.

 

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Re: Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Sex Set 04, 2015 1:19 am

*Como poderá contribuir para a XII Legião Fulminata?
Sem duvida não será com a minha exímia habilidade com a espada, porque eu não a possuo. Mas para compensar isso eu sei ser rápida e furtiva, podendo me esgueirar pelos locais mais implováveis com um talento que não se espera encontrar em uma adolecente britânica.

*Tem pretensão de ir para alguma Coorte específica? Se sim, qual, e por que razão?
Para a III Coorte. O motivo é que a Terceira pode ser vista como a irmã do meio do Acampamento Júpiter - Não possui o prestigio da Primeira e da Segunda, e nem é menospresada como a Quarta e a Quinta; ela está simplesmente lá entre as outras quatro, e talvez seja isso que me atrai nela.

*Por que devo aceitá-la na coorte ?
Porque não me aceitar seria o seu pior erro.

*Tem carta de recomendação para entrar na coorte?
Não.

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Re: Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Sex Set 04, 2015 8:20 am

*Como poderá contribuir para a XII Legião Fulminata?
 Sem duvida não será com a minha exímia habilidade com a espada, porque eu não a possuo. Mas para compensar isso eu sei ser rápida e furtiva, podendo me esgueirar pelos locais mais implováveis com um talento que não se espera encontrar em uma adolecente britânica. Também possuo perseverança e aprendo rápido, podendo vir a me tornar uma boa legionária que de nenhuma forma envergonharia a XII Legião Fulminata.

*Tem pretensão de ir para alguma Coorte específica? Se sim, qual, e por que razão?
 Para a III Coorte. O motivo é que a Terceira pode ser vista como a irmã do meio do Acampamento Júpiter - Não possui o prestigio da Primeira e da Segunda, e nem é menospresada como a Quarta e a Quinta; ela está simplesmente lá entre as outras quatro, quieta, e talvez seja isso que me atrai nela.

*Por que devo aceitá-la na coorte ?
 Porque não me aceitar seria o seu pior erro.

*Tem carta de recomendação para entrar na coorte?
 Não.

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Re: Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Sex Set 11, 2015 6:43 pm

Na bem da verdade,  Mary Greywolf nunca foi uma garota fácil de se lidar. Desde os cinco anos se mostrava uma pessoa inquieta, que gostava de se aventurar e odiava ficar presa. O seu sorriso inocente disfarçava, claro, mas ela facilmente se irritava, apesar de nunca perder o controle com a mesma facilidade.
 Mas hoje as coisas estavam diferentes.

Cólica, foi a primeira coisa que pensou quando acordou. A dor sempre foi fraca no início, mas ela sabia que ao passar das horas acabaria aumentando. Respirou fundo ao levantar da cama e foi para o banho. Alguns minutos depois se vestiu (Calça jeans negras, uma camisa do acampamento por baixo de um pequeno sobretudo negro e um par de All Star brancos) Deixou o cabelo solto, como era de costume, e pensou no que faria em seguida. Talvez devesse ir dar uma olhada naquela arena que lhe falaram, ou ainda melhor, ir no refeitório comer.
 No fim, é claro, optou pela segunda opção.

 Na metade do caminho, porém, descobriu que não estava com fome. Agora era as pernas que estranhamente haviam começado a latejar,  e quando refazia o caminho de volta ao chalé sua cabeça seguiu o exemplo delas. Respirou fundo mais uma vez e disse para si mesma que aquilo era normal, apesar de ter consiencia de que não era verdade.
 Passou as quatro horas seguintes na cama, sem vontade de se mexer, até perceber que estava com fome. Precisou de mais uns trinta minutos até reunir coragem para levantar e voltar a refazer a caminho de voltar para o refeitório, agora com os cabelos, outrora arrumados, completamente despenteados. Quando chegou lá se serviu com tudo que encontrou pela frente e possuía açúcar,  sem se importar se ganharia peso - Mesmo se tentasse, dificilmente conseguiria manter um peso acima de cinquenta; a gordura simplesmente desaparecia de seu corpo.
 Uma hora depois - Ainda sentada no banco do refeitório mas sem conseguir comer mais nada - finalmente aceito a conclusão óbvia de que aquilo definitivamente não era apenas cólica.A dor estava lá,  mas também começava a se espalhar por todo o seu corpo. Porém, o mais estranho ainda estava para acontecer.
 
 Uma garotinha, que não aparentava ter muito mais de doze anos, com a cabeça coberta por cabelos loiros ondulados, tombou em Mary no momento em que ela se levantava. Greywolf se segurou na mesa para não cair, enquanto a garotinha, juntamente com uma quantidade incrível de batata-frita, foram arremessadas no chão.
- Você não olha por onde anda? - A filha de Nyx quase gritou.
Só quando a garotinha saiu correndo que ela foi perceber o que fez.
O que foi isso?, pensou, incrédula com a própria atitude que era tão oposta a ela quanto a água é do fogo. Oh, deuses. Preciso me distrair.

Por ser nova por aqui, Mary não conhecia muito o lugar, mas sabia da existência de uma floresta - Como se fosse difícil notar algo assim -, então foi para lá que ela caminhou, tentando ignorar a dor de sua cabeça.
Estava a quinze metros na orla da floresta quando começou a ouvir uma série de tum-tum, tum-tum, tum-tum, semelhante a uma batida de coração, mas em um nível muito mais acelerado do que a humana. Só por ser Mary, e quando Mary vê ou ouve algo estranho ela se aproxima para analisar ao envez de correr, a garota adentrou a floresta em busca da origem da som.
Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
Cada vez mais alto.
Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
Atrás da árvore. E ela aproximou e...
Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
...Um coelho pulou lá de trás. A garota deu um pulo, e só então percebeu que estava segundo a respiração. Teria rido se isso não fizesse a dor aumentar. O bichinho a olhava, branquinho com olhos vermelhos, inocente. Mas de onde viera o som? Checou atrás da árvore mas não encontrou mais nada. À essa altura o coelho já havia se extraviado floresta à fora, e ela se encontrava sozinha.
Bem, quase.

O som de um graveto se partindo a fez se virar, e ali, olhando para ela, estava o seu velho amigo leohiena. Tá, esse não era o nome dele, mas ela não faz idéia de qual seja. Aquilo era um tipo de híbrido entre leão e hiena. A...Coisa, seja lá o que for, se parecia com a mesma que a havia atacado na floresta perto de casa. E, igual da última vez, parecia faminta.
- Olá - Mary deu um passo para trás e encontrou a árvore ali - Ah... Tudo bem? Sentiu minha falta?
A dor de cabeça tinha se tornado insuportável, e ela quase não reparou quando a coisa pulou nela.
Sorte, técnica, destino ou seja lá o que tenha sido, Mary conseguiu se esquivar para o lado, saindo apenas com um corte no braço direito.
A garota, no chão, levou ambas as mãos para a cabeça, como se tentasse conter a dor.
- Vai embora! - gritou para o monstro, ou para o vento - Vá embora! -definitivamente sua voz estava estranha, mais grave, rouca.
O mostro a contornava, procurando um bom ângulo para atacar, quando ela se levantou e rugiu para ele. Quer dizer, ela literalmente rosnou para aquela coisa, como se fosse uma loba. A criatura a olhou incrédula, como se pensasse que sua prima tivesse endoidado, e então Mary soltou um grito com a dor que percorreu todos o seu corpo. Seus olhos mudaram para o prateado, seu cabelo encolheu e pelos cresceram por todo o seu corpo; se ossos pareceram se quebrar e se alongar, e de repente não era mais ela quem estava Ali, e sim outra coisa. Algo grande, monstruoso, feroz.
E a última coisa que ela se lembra é de ter acordado horas depois na beira de um lago, coberta de pó dourado de monstro.

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Re: Mary Greywolf

Mensagem por Corvo em Sex Set 11, 2015 11:34 pm


Mary Greywolf

Na bem da verdade,  Mary Greywolf nunca foi uma garota fácil de se lidar. Desde os cinco anos se mostrava uma pessoa inquieta, que gostava de se aventurar e odiava ficar presa. O seu sorriso inocente disfarçava, claro, mas ela facilmente se irritava, apesar de nunca perder o controle com a mesma facilidade.
 Mas hoje as coisas estavam diferentes.

Cólica, foi a primeira coisa que pensou quando acordou. A dor sempre foi fraca no início, mas ela sabia que ao passar das horas acabaria aumentando. Respirou fundo ao levantar da cama e foi para o banho. Alguns minutos depois se vestiu (Calça jeans negras, uma camisa do acampamento por baixo de um pequeno sobretudo negro e um par de All Star brancos) Deixou o cabelo solto, como era de costume, e pensou no que faria em seguida. Talvez devesse ir dar uma olhada naquela arena que lhe falaram, ou ainda melhor, ir no refeitório comer.
 No fim, é claro, optou pela segunda opção.

 Na metade do caminho, porém, descobriu que não estava com fome. Agora era as pernas que estranhamente haviam começado a latejar,  e quando refazia o caminho de volta ao chalé sua cabeça seguiu o exemplo delas. Respirou fundo mais uma vez e disse para si mesma que aquilo era normal, apesar de ter consiencia de que não era verdade.
 Passou as quatro horas seguintes na cama, sem vontade de se mexer, até perceber que estava com fome. Precisou de mais uns trinta minutos até reunir coragem para levantar e voltar a refazer a caminho de voltar para o refeitório, agora com os cabelos, outrora arrumados, completamente despenteados. Quando chegou lá se serviu com tudo que encontrou pela frente e possuía açúcar,  sem se importar se ganharia peso - Mesmo se tentasse, dificilmente conseguiria manter um peso acima de cinquenta; a gordura simplesmente desaparecia de seu corpo.
 Uma hora depois - Ainda sentada no banco do refeitório mas sem conseguir comer mais nada - finalmente aceito a conclusão óbvia de que aquilo definitivamente não era apenas cólica.A dor estava lá,  mas também começava a se espalhar por todo o seu corpo. Porém, o mais estranho ainda estava para acontecer.
 
 Uma garotinha, que não aparentava ter muito mais de doze anos, com a cabeça coberta por cabelos loiros ondulados, tombou em Mary no momento em que ela se levantava. Greywolf se segurou na mesa para não cair, enquanto a garotinha, juntamente com uma quantidade incrível de batata-frita, foram arremessadas no chão.
 - Você não olha por onde anda? - A filha de Nyx quase gritou.
 Só quando a garotinha saiu correndo que ela foi perceber o que fez.
O que foi isso?, pensou, incrédula com a própria atitude que era tão oposta a ela quanto a água é do fogo. Oh, deuses. Preciso me distrair.

 Por ser nova por aqui, Mary não conhecia muito o lugar, mas sabia da existência de uma floresta - Como se fosse difícil notar algo assim -, então foi para lá que ela caminhou, tentando ignorar a dor de sua cabeça.
 Estava a quinze metros na orla da floresta quando começou a ouvir uma série de tum-tum, tum-tum,  tum-tum, semelhante a uma batida de coração, mas em um nível muito mais acelerado do que a humana. Só por ser Mary,  e quando Mary vê ou ouve algo estranho ela se aproxima para analisar ao envez de correr, a garota adentrou a floresta em busca da origem da som.
Tum-tum,  tum-tum, tum-tum.
Cada vez mais alto.
Tum-tum,  tum-tum, tum-tum.
 Atrás da árvore. E ela aproximou e...
Tum-tum,  tum-tum, tum-tum.
 ...Um coelho pulou lá de trás. A garota deu um pulo, e só então percebeu que estava segundo a respiração. Teria rido se isso não fizesse a dor aumentar. O bichinho a olhava, branquinho com olhos vermelhos, inocente. Mas de onde viera o som? Checou atrás da árvore mas não encontrou mais nada. À essa altura o coelho já havia se extraviado floresta à fora, e ela se encontrava sozinha.
 Bem, quase.

 O som de um graveto se partindo a fez se virar, e ali, olhando para ela, estava o seu velho amigo leohiena.  Tá,  esse não era o nome dele, mas ela não faz idéia de qual seja. Aquilo era um tipo de híbrido entre leão e hiena. A...Coisa, seja lá o que for, se parecia com a mesma que a havia atacado na floresta perto de casa. E, igual da última vez, parecia faminta.
 - Olá - Mary deu um passo para trás e encontrou a árvore ali - Ah... Tudo bem? Sentiu minha falta?
 A dor de cabeça tinha se tornado insuportável, e ela quase não reparou quando a coisa pulou nela.
 Sorte, técnica, destino ou seja lá o que tenha sido, Mary conseguiu se esquivar para o lado, saindo apenas com um corte no braço direito.
 A garota, no chão,  levou ambas as mãos para a cabeça,  como se tentasse conter a dor.
 - Vai embora! - gritou para o monstro, ou para o vento - Vá embora! -definitivamente sua voz estava estranha, mais grave, rouca.
 O mostro a contornava, procurando um bom ângulo para atacar, quando ela se levantou e rugiu para ele. Quer dizer, ela literalmente rosnou para aquela coisa, como se fosse uma loba. A criatura a olhou incrédula, como se pensasse que sua prima tivesse endoidado,  e então Mary soltou um grito com a dor que percorreu todos o seu corpo. Seus olhos mudaram para o prateado, seu cabelo encolheu e pelos cresceram por todo o seu corpo; se ossos pareceram se quebrar e se alongar, e de repente não era mais ela quem estava Ali, e sim outra coisa. Algo grande, monstruoso, feroz.
 E a última coisa que ela se lembra é de ter acordado horas depois na beira de um lago, coberta de pó dourado de monstro.
16
Heterossexual
Lycans de Phobos


Mais sobre você on.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS


  Mary Greywolf é dona de um corpo esguio, medindo ao todo 1,70 e pesando trinta e sete quilos. Possui longos cabelos castanho-escuro que caem até a sua cintura, e seus olhos são negros e indecifraveis.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS.


   Mary é, de forma resumida, uma garota de personalidade estranha. Ora ela é fechada em si mesma, ora é espalhafatosa, e ora é comportada. Um tanto rebelde, não faz o tipo que respeita cem por cento as regras, principalmente se ela não gostar da regra. Porém sabe quando tem que ser respeitosa e agir com o máximo de disciplina que conseguir - O que não é muita, na verdade.

Responda :

Por que escolheu esse grupo?
Foi o único que eu gostei.
Porque devo aceita-lo no grupo?
Sei lá Porque eu sou uma garota esperta, bonita, sexy, e criativa.
Apelidos:
Um segredo?
Quanto menos pessoas conhecem um segredo, mas bem guardado ele é. :3
O que mais te irrita?
 Palhaços.



Adicionais.
Sobre você

Um medo?
Cobras
Gostos e Desgostos?
Gostos de doces e aventuras, não gosto de muitas regras ou ficar presa.
Se descreva em apenas uma palavra?
Gostosa. Inocência.


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OBS : Apenas se quiser colocar. Caso não queira deixe os espaços acima em branco.

Fale um pouco de você.

Não tem mínimo de linhas. Mas fale como costuma agir com as pessoas, faz amizade fácil ? É esperto(a) ?
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